Quem tudo quer... Autor: Pedro Cardita
Ele não tinha por hábito jogar.
Mas numa ida casual ao casino na companhia dos amigos, decidiu tentar a sua sorte na roleta virtual.
Começou por investir pouco.
Durante algum tempo, amealhou pouco dinheiro, mas o suficiente para ir permanecendo em jogo.
Continuou a jogar, por diversão e de um momento para o outro, acertou no número certo, aumentando significativamente a quantia monetária.
Sorriu, sentindo-se bafejado pela sorte.
Na jogada seguinte, voltou a acertar em cheio!
Pensou para si mesmo: “Sorte de principiante!”.
Entretido, continuou a dar seguimento ao jogo.
Teve altos e baixos, ora ganhando, ora perdendo, mas lá se foi aguentando algum tempo.
Porém, voltou a calhar o número em que apostou.
A partir daqui, a subida acentuou-se com algumas apostas ganhas e um bom dinheiro a ser amealhado.
Pensou em sair, para arrecadar o dinheiro ganho, mas foi tentado a ganhar ainda mais.
A partir do momento em que começou a perder, a queda foi muito rápida.
Com tudo perdido, abandonou o jogo bastante frustrado por não ter tido controlo sobre a sua ganância.
- Então ganhaste alguma coisa?- perguntou-lhe um dos Amigos.
- Não. O jogo começou morno, depois consegui amealhar uma boa quantia, mas depois perdi tudo.
- Pois…só há um mal no jogo: começar a ganhar e não saber quando parar!- responde o amigo.

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