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A mostrar mensagens de outubro, 2018

Quem és tu? Autor: Pedro Cardita

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Quem és tu? O que queres de mim? Invadiste-me o coração numa velocidade estonteante! Quando me apercebi já estava contagiado…conquistado! Não quis admitir! Mas sempre soube… Não era vergonha, não era timidez, simplesmente queria controlar o que sabia ser muito difícil de vir a acontecer. Contigo sentia-me bem, confortável e revia-me! Mas tudo é efémero e não foste excepção! Quando menos esperava, tornaste-me invisível! Depois foste tu a desaparecer e a deixar uma ferida eternamente por sarar! FIM

Momento Efémero Autor: Pedro Cardita

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Pela festa de Carnaval, ele vagueou. Por mero acaso, conheceu-a. Entre conversas cruzadas, ela começou a falar e ele deu-lhe corda. Revelaram os seus nomes, as idades, o que os conduziu àquela festa e os objectivos de vida. Ela despertou-lhe a atenção.  Tinha algo especial, para além da personagem que encarnava na perfeição. A conversa foi fluindo com naturalidade. Volta e meia, ele dava-lhe conversa, à qual ela correspondia. Ele queria saber mais sobre esta Mulher que o intrigava. Elogiou-lhe a aparência, o olhar, o tom de voz, a subtileza, a singularidade. Foi honesto em tudo o que lhe disse. Entretanto são interrompidos por um Amigo dela e c ada um vai para seu lado. Dispersam-se e ele perdeu-a de vista para sempre. FIM

Amor/Ódio Autor: Pedro Cardita

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O concerto decorria a bom ritmo sem falhas. O Vocalista estava a fazer uma performance bastante afinada. Mas a apoteose chegou quando entoaram os primeiros acordes daquela música, a mais desejada pelo público, que pôs de imediato os braços no ar e todo o tipo de interjeições fizeram-se ouvir. Atrás do microfone, o vocalista solta um grande sorriso de felicidade. Prolonga a introdução para gáudio do público, que o acompanha com palmas e cantam em uníssono as primeiras estrofes. Até ao fim da canção, o público canta a plenos pulmões. Por fim, o Vocalista fala ao microfone: - Vou confessar-vos uma coisa. - solta um sorriso malandro - Durante muito tempo esta música era a que eu menos gostava, mas hoje deixa-me feliz, muito feliz! FIM

Sempre em frente Autor: Pedro Cardita

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Sentado à beira da estrada, está cabisbaixo. Tem os dois braços em cima dos joelhos e a testa apoiada nos braços. Está numa encruzilhada e gostava que a vida andasse sobre rodas, como os carros que ouve a passar. Tem vontade de acenar com a mão, pedindo boleia, para ir para longe. Levanta a cabeça e vai vendo os carros a passarem, como se fosse a sua vida a passar. Vê a vida a fugir-lhe. Começa a pensar quais os possíveis destinos daqueles carros e que só param onde os seus condutores quiserem. Cerra os punhos, semicerra os olhos, levanta-se e começa a caminhar na passadeira pedonal paralela à estrada. Olha para a sua esquerda, para a estrada. Ao mesmo tempo, uma condutora olha para ele, que acena-lhe e aponta o dedo indicador direito em frente, porque o destino somos nós que o guiamos. FIM

Fortuito Infortúnio Autor: Pedro Cardita

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Ele vai apanhar o barco para ir a Lisboa fazer uma sessão fotográfica com uma rapariga. Quando está na sala de espera, recebe um sms da rapariga a informá-lo que terão que adiar a sessão. Irritado por estar a ser informado à última da hora, barafusta, mas mesmo assim apanha o barco, para não perder o dinheiro do bilhete e aproveita para tirar fotografias por Lisboa. Em Lisboa, caminha à procura de peculiaridades que lhe dêem fotos interessantes. A meio do caminho, cruza-se com uma rapariga estrangeira que também anda sozinha. Ela repara que ele está a fotografar em Polaroid e pergunta-lhe se pode tirar-the uma foto, porque adora Polaroids. Ele tira-lhe a fotografia e dá-lhe. Ela agradece e pergunta-lhe quais os melhores locais da cidade que ele aconselha a visitar. Ele oferece-se para ser o seu guia turístico e partem à descoberta da cidade, ao mesmo tempo que fazem uma nova e inesperada sessão fotográfica. FIM

Coincidências Autor: Pedro Cardita

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Ela surpreende-o no dia de aniversário, ao desejar-lhe os parabéns no Messenger, quando não se comunicavam desde o único dia em que estiveram juntos num trabalho. Ele agradece-lhe, apesar de não se lembrar dela. Tenta recordar-se quem ela é, mas não consegue. Ela revela-lhe de onde se conhecem e começa a nascer um contacto peculiar. À medida que vão falando descobrem que têm gostos em comum. Começa por surgir em conversa a banda que ele mais gosta, o que a deixa surpreendida, por também ser a sua banda preferida. Depois descobrem que o livro que mais gostam também é o mesmo. Como não há duas sem três, até têm o mesmo filme preferido. Ele elogia-lhe o bom gosto e pergunta-lhe: - O que teremos mais em comum? FIM 

A Música é Parte de Mim Autor: Pedro Cardita

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Eu escrevo a minha própria música, p ara me sentir vivo. Quando canto, e xpresso o que sou e  sinto-me livre! A música é parte de mim, m ostrou-me a saída do labirinto É o espelho onde me lembro quem sou. FIM

Esplendor Autor: Pedro Cardita

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Já há algum tempo que o jantar que tinham combinado era constantemente adiado. Ele não desistia e estava sempre a desafiá-la para irem jantar e que desejava vê-la no seu esplendor! Ao natural, ela já era bonita, mas ele queria a ver no seu melhor! Ela aceitou o desafio! Ele tinha uma ideia de como seria ela no seu esplendor, mas esperava ser surpreendido. Para ele, esperar foi um sofrimento! Estava ansioso por ver com os seus próprios olhos, ela no expoente máximo da sua beleza.  Até sonhou com esse momento! Quando ela chegou ao restaurante, com o seu bonito e longo cabelo loiro encaracolado bem penteado, bem maquilhada, com um vestido a destacar o seu corpo torneado, um largo e bonito sorriso a iluminar-lhe o rosto, deixou-o perplexo. Ele tinha o coração aos saltos, nem sabia o que dizer! Limitava-se a olhar embevecido para ela. Ela sorria envergonhada, sem também conseguir falar. Sorriam envergonhados ao mesmo tempo que olhavam um para o outro. Ela pass...

Abalroado Autor: Pedro Cardita

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O golo da vitória é marcado quando já se adivinhava o prolongamento. Os jogadores correm eufóricos na direção da bancada, onde estão os adeptos e os fotógrafos. O marcador do golo leva com um companheiro de equipa a saltar-lhe para as costas e os restantes jogadores amontoam-se em cima deles. Acabam por cair todos em cima de um fotógrafo, que recompõe-se de imediato como pode e continua a fotografar a enorme felicidade estampada nos rostos de cada jogador. No dia seguinte, vê o esforço recompensado, com a chuva de elogios que as suas fotos recebem nas redes sociais, para além de se tornarem “As Fotos” da competição! FIM

Gostar Autor: Pedro Cardita

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Talvez gostes, Talvez não. Mas seu eu não gostar, Quem gostará? FIM