A Caixa de Sapatos Autor: Pedro Cardita
A caminho do carro, vê uma caixa de cartão de sapatos fechada, atrás da roda direita traseira.
Dá um pontapé na caixa e afasta-a, para fazer marcha-atrás sem obstáculos.
Entra no carro, liga-o, faz marcha atrás e apesar da caixa de sapatos ficar fisicamente no chão, fica a remoer-lhe no pensamento.
Intriga-o o que aquela caixa de sapatos estava a fazer atrás da sua viatura.
Acha muito estranho.
De repente, lembra-se que a caixa de sapatos pode conter bruxaria.
Como logo de seguida começa a bocejar, ainda fica mais desconfiado.
Pensa em quem poderia desejar-lhe mal.
Não se lembra de ninguém.
Mas pensa que existem muitas pessoas invejosas.
Liga o rádio do carro para tentar esquecer o assunto.
Porém não lhe sai da ideia porquê que a caixa de sapatos tinha de estar atrás do seu automóvel em vez de estar noutro lugar.
Durante o caminho vai pensando nas consequências de ter ponteado a caixa de sapatos, caso esteja mesmo enfeitiçada.
Pensa que nas próximas semanas terá que ser bastante cuidadoso e observador para evitar acidentes e que nada de mal lhe aconteça.
Está de tal maneira distraído, que não se lembra de parar num sinal de stop, nem vê um carro a vir da esquerda e a chocar com violência contra o seu, mesmo na porta do condutor.
Fica em muito mal estado, entre a vida e a morte.
Será que a superstição teve mesmo fundamento?
Dá um pontapé na caixa e afasta-a, para fazer marcha-atrás sem obstáculos.
Entra no carro, liga-o, faz marcha atrás e apesar da caixa de sapatos ficar fisicamente no chão, fica a remoer-lhe no pensamento.
Intriga-o o que aquela caixa de sapatos estava a fazer atrás da sua viatura.
Acha muito estranho.
De repente, lembra-se que a caixa de sapatos pode conter bruxaria.
Como logo de seguida começa a bocejar, ainda fica mais desconfiado.
Pensa em quem poderia desejar-lhe mal.
Não se lembra de ninguém.
Mas pensa que existem muitas pessoas invejosas.
Liga o rádio do carro para tentar esquecer o assunto.
Porém não lhe sai da ideia porquê que a caixa de sapatos tinha de estar atrás do seu automóvel em vez de estar noutro lugar.
Durante o caminho vai pensando nas consequências de ter ponteado a caixa de sapatos, caso esteja mesmo enfeitiçada.
Pensa que nas próximas semanas terá que ser bastante cuidadoso e observador para evitar acidentes e que nada de mal lhe aconteça.
Está de tal maneira distraído, que não se lembra de parar num sinal de stop, nem vê um carro a vir da esquerda e a chocar com violência contra o seu, mesmo na porta do condutor.
Fica em muito mal estado, entre a vida e a morte.
Será que a superstição teve mesmo fundamento?
FIM

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