Juventude Efervescente Autor: Pedro Cardita
Eles partilhavam a paixão pelo cinema.
Encontravam-se em bares, cafés, tertúlias ou nas casas uns dos outros e passavam tardes, noites, a verem e a falarem de filmes.
Comentavam o que os fascinava nos actores, na realização dos filmes, na direção de fotografia, nas histórias.
Esmiuçavam todo o tipo de filmes.
Alguns também escreviam sobre a sétima arte em blogs, sites, jornais regionais.
Ele era mais um amante de cinema, a querer passar da teoria à prática.
Aquela fotografia daquela actriz transmitia-lhe algo.
Ele sabia o quê, apesar da constante neblina de mistério que adensava, para manter a importância e não parar de alimentar a sua criatividade.
Foi o ponto de partida para mostrar às pessoas o que estava na sua mente.
Não conseguiu ficar parado, deu largas à imaginação e começou a escrever uma história para filmar.
Durante algumas semanas foi escrevendo e reescrevendo o argumento, até sentir que a mensagem que queria passar, seria claramente transmitida.
Falou com alguns amigos que partilhavam a mesma paixão pelo cinema e formaram uma pequena equipa, mas bastante dedicada e solidária.
Arranjaram material de filmagem e adereços emprestados, filmaram durante dois fins-de-semana, na rua, na casa de amigos, num bar também de amigos, num parque à beira-rio.
Souberam dar valor e usaram os poucos recursos que tinham, para se expressarem.
E não são os únicos representantes de uma juventude irrequieta, inconformada, que se une para dar vida aos seus sonhos, sustentados pelas suas ideias, que tentam conciliar com os trabalhos, enquanto não conseguem viver das profissões que desejam.
Porém não deixam de acreditar que a união faz a força e vale sempre a pena lutarmos pelos nossos sonhos!

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