Adoro-te! Autor: Pedro Cardita
É informada pela melhor amiga sobre a existência de um conto que parece ter sido escrito para si.
Surpreendida, decide ler o conto no blog onde está alojado.
Arrepia-se, pois cada frase descreve-a com exactidão.
Fica com os olhos em lágrimas.
Esboça um sorriso ao ver o nome do escritor.
Instintivamente segura no telemóvel para lhe ligar, mas detém-se, por ainda estar magoada com ele.
Durante alguns dias, relê o conto.
Quando reencontra o Escritor, disfarça, passando a ideia que nem sequer sabe da existência da história e sente que ele olha para ela, à espera de a ouvir dizer algo acerca do conto.
Na semana seguinte, ela volta a fingir que continua a não saber de nada, apesar dele começar a puxar conversa.
À terceira tentativa, ele confronta-a e pergunta-lhe olhos nos olhos, se ela sabe da existência do conto que escreveu inspirado nela.
- Não. - ela responde em tom frio.
- Não acredito. - riposta ele.
- Porquê?
- Porque vejo bem pelos teus olhos quando estás a mentir e quando estás a ser sincera.
Ela desvia o olhar e responde:
- Se não acreditas em mim, paciência.
- Só quero que saibas uma coisa. - responde ele com voz meiga.
- O quê?
- Adoro-te!
FIM

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