Neo Autor: Pedro Cardita
Farta de justificar onde ia e o que fazia, teve uma turbulenta discussão com os Pais e saiu de casa, levando o seu pé de meia.
Estava na hora de ser verdadeiramente independente!
Achava-se capaz de superar as adversidades da vida real.
Procurou abrigo na casa de uma amiga e emprego no bar de um amigo.
Viu uma rapariga a sair de um salão de beleza com um penteado diferente, arrojado, gostou imenso e sentiu o desejo súbito de dar expressão à sua rebeldia.
Fez um corte de cabelo curto, espetado, estilo punk.
Sentia-se bastante confiante e de espírito ousado.
Foi sair à noite e curtiu como se não houvesse amanhã.
Começou a preferir relações fugazes, pois não queria prender-se a ninguém.
Conheceu novas amizades que lhe mostraram diferentes pontos de vista.
Recuperou também a sua veia poética e comprou tinta de spray, começando a escrever à noite, frases poéticas e de intervenção nas paredes das ruas.
Um dia à tarde, quando estava num bar, ouviu um grupo de amigos a tecer comentários positivos sobre as suas frases.
Motivada, continuou a expressar o que lhe ia na alma, em união com a arte urbana.
No mesmo bar, voltou a ouvir as frases numa noite dedicada à declamação de poesia.
Percebendo que estava a criar um movimento, também participou e começou a dar a cara pela poesia.
Notou que as pessoas reagiam com surpresa aos seus poemas e ao seu look ousado e diferente.
Mas apenas importou-se em tocar-lhes com a sua arte e aos poucos, criou o seu próprio estilo, que se expandiu através de curiosos seguidores.

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