Mágica Comunhão Autor Pedro Cardita

O vento soprava forte. Uivava!
Empurrava as pessoas de tal forma que, por instantes, as fazia levitar.
As pessoas desesperavam, praguejavam, só pediam que a constante ventania abranda-se.
Mas o vento teimava em mostrar a sua fúria!
No entanto, havia uma rapariga que apreciava o vendaval, pois sentia que lhe transmitia algo.
Adorava sentir o vento a tocar-lhe e a arrepiar-lhe a pele! Era um bom arrepio como se fosse uma transmissão de energia positiva, que a fazia sorrir.
Não sabia explicar concretamente o que era, só queria senti-lo!
Fechava os olhos e deslocava-se a ouvir os uivos do vento!
Parecia que falava com ela.
Ela ia mexendo ligeiramente a cabeça de um lado para o outro, à medida que ouvia os diferentes sons transmitidos pelo vento.
Era uma estranha e peculiar comunicação.
Foi então que o vento soprou ainda com mais força, empurrando a rapariga, que deu uns passos em frente e por instantes, levitou, deixando-se guiar pela força da natureza.
Ela não resistia, simplesmente aproveitava a energia que a fazia sentir-se como se estivesse a voar e a desfrutar de uma liberdade única!
Estava em perfeita comunhão com a natureza, pois há que saber compreendê-la em vez de a querermos controlar!


FIM









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